Jerusalém

Jerusalém está localizada a pouco mais de 70 km de Tel Aviv, 10 km de Belém, 150 km de Nazaré, 40 km de Jericó e 95 km de Masada. Cristãos, Ortodoxos, Evangélicos, Judeu, Etíope, Mulçumanos, Sunitas, Palestino e Israelenses. Não importa seu credo ou nacionalidade, esta terra universal, disputada é incrivelmente fascinante. 

A Cidade Velha de Jerusalém é dividida entre os bairros judeu, árabe, cristão e armênio. É um local de oração e devoção, mas também um dos locais mais lotados de fiéis e turistas em que já estive. Andando pelas vielas de Jerusalém encontramos, igrejas, locais sagrados, vendedores ambulantes,  feiras livres, mercados, lojas e restaurantes. 

Contratar um guia é sem dúvida a melhor opção, conseguimos ver quase todos os pontos turísticos em um dia. Explore os mercados locais, eles são repletos de deliciosos perfumes e sabores. 

A via Sacra ou Via Dolorosa marca o trajeto que Jesus percorreu antes de ser crucificado. Peregrinos refazem o que teria sido a mesma rota de Jesus. O trajeto da Via Sacra, em Jerusalém, é marcado por 14 pontos. No total são 600 metros de percurso entre a primeira e última estação, sempre pela rua de nome Via Dolorosa. 

1ª – Jesus é condenado – O local é marcado pela Porta do Leão. A estação propriamente dita fica no interior de um colégio árabe.

2ª – Jesus carrega a cruz – Esta estação é marcada por dois pontos identificados pela Capela da Flagelação e a Capela da Condenação. Nesse local Jesus teria sofrido a flagelação.

3ª e 4ª – Jesus cai pela primeira vez e encontra a sua mãe – Jesus cai pela primeira vez e encontra a sua mãe.

 – Simão Cireneu ajuda Cristo a carregar a cruz – O local é marcado por um pequeno oratório franciscano.

6ª – Jesus tem o rosto limpo por uma mulher (Verônica) – O local é marcado por uma pequena capela de origem Grego-Católica.

7ª – Jesus cai pela segunda vez – À beira da Rua do Mercado 

8ª – Jesus consola as mulheres de Jerusalém – Também nas ruas do Mercado.

9ª – Jesus cai pela terceira vez – o local é marcado por uma coluna em estilho romana à frente da entrada de um mosteiro Copta.

A partir da 10ª todas as demais estão localizadas dentro da Basílica do Santo Sepulcro.

10ª – Jesus é despojado de suas vestes – essa estação é marcada por uma pequena salinha que passa despercebida por muitos peregrinos. 

11ª – Jesus é pregado na cruz – o pequeno altar com uma imagem trabalhada na parede marca o momento em que Jesus é pregado na cruz.

12ª – Jesus morre na cruz – Um dos locais mais importantes para os cristãos

13ª – O corpo de Jesus é retirado da Cruz – Há duas versões distintas para a esta estação. Alguns apontam o local como sendo imagem de Maria, localizada próxima às estações anteriores. Outros, no entanto, a identificam como a Pedra da Unção, localizada na entrada da Basílica.

Assim que entramos na Basílica do Santo Sepulcro, local onde Jesus morreu e ressuscitou nos deparamos com a Pedra da Unção. A pedra é disputada e muitos aproveitam o momento para tocá-la e benzer alguns objetos pessoais.

Fomos então para o Muro das Lamentações ou Muro Ocidental, ele é o segundo local mais sagrado do judaísmo, atrás somente do Monte do Templo. Ele é sagrado para os judeus devido a ser o último pedaço do Templo pelos lados sul e leste. Além disso, o Muro é o lugar mais próximo do sancta sanctorum ou lugar “sagrado entre os sagrados”.

O muro das Lamentações é, na verdade, uma pequena parte da muralha que Herodes construiu no ano 20 a.C. No ano de 70 d.C., foi demolido por Tito, este deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos de pedra, a fim de mostrar às gerações futuras a grandeza dos soldados romanos que foram capazes de destruir o resto da edificação.  

Durante o período bizantino, o acesso foi novamente permitido e uma vez ao ano, no aniversário da destruição, para que os judeus pudessem lamentar a dispersão de seu povo sobre as ruínas de seu Templo. Daí o nome “Muro das Lamentações”. 

O Shabbat é o  dia de descanso para os judeus, neste dia, apenas os judeus são permitidos ali e não é permitido tirar fotos, assim como em dias de feriado. Mulheres e homens devem vestir-se adequadamente para entrarem no muro, assim como em todo templo ou lugar religioso. Os homens devem usar o quipá e as mulheres devem cobrir joelhos e cotovelos. O local de oração é dividido para homens e mulheres, sendo a área das mulheres menor que a dos homens. 

A famosa cúpula dourada ou Domo é um edifício, situado no monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém, construído no século VII, sendo um dos sítios mais sagrados do Islã, é um dos pontos mais emblemáticos da cidade sendo considerado como o terceiro mais sagrado do Islamismo, depois de Meca. 

Para acessá-lo, sobe-se uma rampa ao lado do Muro das Lamentações, passando por barreiras policiais e raios-X. Homens e mulheres devem estar com calças e casais devem evitar andar de mãos dadas. As mulheres devem cobrir os ombros para acessarem a área. Os não muçulmanos não podem entrar no interior do Domo nem na mesquita. Judeus são proibidos de subirem. 

Seguimos então para o Monte das Oliveiras e começamos nossa jornada pela Igreja de Todas as Nações, também conhecida como Igreja ou Basílica da Agonia. A igreja está localizada no Monte das Oliveiras, próxima ao jardim de Getsêmani.  Foi construída em torno de uma seção de solo rochoso onde se acredita que Jesus teria orado antes de sua prisão. 

Foi quando andava pelo Jardim Getsêmani ou Getsémani, situado no sopé do Monte das Oliveiras, onde Jesus e seus discípulos oraram na noite anterior à sua crucificação que senti algo inexplicável. A força, a energia que esses sítios religiosos têm é muito forte. 

Outro lugar sagrado em Jerusalém é a Tumba do Rei Davi, localizada no Monte Sião. O  lugar é visitado por centenas de devotos todos os anos, foi instaurada aos pés do Cenáculo, para o a colocação simbólica dos restos mortais do Rei, pois não foi identificado o real paradeiro do corpo do monarca.

Foi também no Monte Sião, que reside o Cenáculo, onde ocorreu a Última Ceia. Nosso guia compartilhou um pão no exato lugar onde Jesus compartilhou o seu. São momentos únicos e indescritíveis. 

Lembre-se que a maioria dos lugares que irá visitar são sagrados para alguém, seja cristão, judeu ou muçulmano, então, evite roupas muito curtas, transparentes ou justas, por uma questão de respeito e bom senso. 

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